Na distinção do real e da ilusão, do acabado e do que está por vir
ainda estou sentado na calçada, assistindo a vida numa tela de
cinema e sentindo o gosto do beijo roubado. De onde nem
todas as lágrimas são de alegria para a eterna tarde
de Sol num sábado de inverno. O eco do silêncio
inspira, assusta e acalma, assim como as
incertezas que surgem ao cruzar uma
esquina. Sigo assim, deixando
a imaginação ser levada
pelo vento e as
pegadas na
areia pelo
mar
(2393)
Num espaço de tempo
No surto do mundo
E na calada da noite
Te vejo, te sinto
Mas não encontro
Corro, fujo, me escondo
Te procuro e me sufoco
Reviro fotos e cartas
Dou um trago e
Perco o foco
Respiro fundo
Peço calma e recomeço
Deito no mar e me deixo levar
Um vulto passou
Um copo quebrou
Vôo e me vejo lá de cima
Saio do corpo e deixo a dor
Sento na calçada da vida
E espero o Sol se pôr
(2326)
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