Do quintal abandonado
Pro mundo iluminado calado banalizado
Estou de volta no meio da revolta
no centro da cidade
onde a falsidade não é novidade
e até deus duvida da verdade
Onde ninguém está contente
sem saber se vai pra frente
ou qualquer coisa do futuro
se vai dar certo ou se terá algum furo
Esse é o Brasil do indio e do carnaval
Esse é o Brasil do politico cara de pau
A gente reza, a gente torce e se retorce
Busca uma maneira, encontra uma saída
Resolve um problema e toma uma cerveja
Esquece de tudo, paga de sortudo
Coloca um sorriso na cara, segue em frente e não pára
Com a máscara no rosto chegou Fevereiro
Com o samba no pé ao batuque do pandeiro
O povo dança, pula e balança no terreiro
Pode chover, fazer sol ou até nevoeiro
Esse é o Brasil do indio e do carnaval
Esse é o Brasil do politico cara de pau
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